Protagonistas


Escrivão (século XV). D. João II depositou muita confiança neste escrivão, tendo-o encarregue de várias missões importantes. Uma delas foi um transporte de um carregamento de pólvora a Málaga, a pedido dos Reis Católicos. Também se deslocou à corte destes monarcas na altura da demarcação dos mares entre Portugal e Espanha, depois de Colombo ter descoberto as Antilhas, negociação que serviu de base ao Tratado de Tordesilhas.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Cavaleiro (séculos XIV e XV). Com Mem Rodrigues, chefiou a Ala dos Namorados, a ala esquerda da Batalha de Aljubarrota. No reinado de D. Afonso V, foi governador de Ceuta, que defendeu dos ataques mouros e castelhanos.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Governador de Angola (séculos XVI e XVII). Foi comendador da Ordem de Cristo e destacou-se como capitão-mor de diversas armadas. Enquanto governador de Angola, tudo fez para reforçar o prestígio de Portugal. Em 1621, regressou a Lisboa, onde veio a falecer. Foi também um escritor de renome, tendo sido um profundo conhecedor de Platão e Aristóteles. Durante o domínio filipino, sugeriu que a capital fosse transferida para Lisboa. Entre as suas obras, conta-se: Do Sítio de Lisboa, Diálogo (1608).

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Informador de D. João III (século XVI). Foi almoxarife de Tânger e, de 1538 a 1544, feitor de trigo junto da corte do sultão de Fez. Conhecia muito bem os costumes marroquinos e a língua árabe e era uma pessoa influente entre as altas personalidades do mundo islâmico, pelo que foi reunindo informações para entregar a D. João III, com quem manteve correspondência.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Foi primeiro marquês o quarto conde de Ourém, D. Afonso, filho primogénito do primeiro duque de Bragança. Foi o primeiro marquês de Portugal, título obtido por carta de D. Afonso V, datada de 11 de Outubro de 1451. Foi um homem culto, graças às constantes viagens ao estrangeiro, designadamente a Itália, tendo tomado parte como embaixador dos concílios gerais de Ferrara, Florença e Roma, era então papa Eugénio IV. Em 1458, D. Afonso V preparou uma armada de 25 mil soldados para conquistar terras no norte de África. A armada foi organizada em Lisboa, no Porto e em Lagos, e a esta cidade algarvia todos os navios convergiram. D. Afonso partira do Porto. Dias depois, a poderosa força tomou facilmente Alcácer Ceguer, num combate em que muito se distinguiu D. Afonso. Teve um filho natural, D. Afonso de Portugal, que foi forçado por D. João II à vida eclesiástica, mas teve um filho bastardo, D. Francisco de Portugal, que viria a ser o primeiro conde de Vimioso.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Foi primeiro conde Nuno de Mendonça, cuja data de nascimento se ignora com exactidão, tendo falecido em 1632. Foi nomeado vice-rei da Índia, cargo que não aceitou, mas acedeu a coadjuvar o primeiro conde de Castro Daire, D. António de Ataíde, no governo de Portugal na Índia, designados por Filipe III. Pertenceu ao Conselho de Estado e foi presidente da Mesa da Consciência e Ordens. O título foi-lhe concedido por aquele monarca, através de carta, datada de 16 de Agosto de 1628.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Cronista (século XVI). Existem poucos registos da vida do autor. Mas, parece certo que vivia em Mazagão em 1562. Escreveu Crónica e Sumário do Cerco e Combates de Mazagão, Crónica de El-Rei D. Sebastião e Crónica do Cardeal D. Henrique.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Mercador genovês (1432-?), instalou-se em Portugal, mais propriamente em Lisboa. Realizou duas viagens (1454-1455) à costa ocidental de África. O relato destas expedições  ficou registado numa carta que o próprio escreveu, datada de 12 de Dezembro de 1455.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Navegador (século XV), as suas navegações introduziram uma inovação técnica muito decisiva ao tempo, a caravela. Criado de câmara do infante D. Henrique, em 1441, ultrapassou os limites dos descobrimentos anteriores e chegou ao rio do Ouro. Dois anos depois, descobriu as ilhas Adegete e das Graças. Em 1444 atingiu o território entre o Níger e o Senegal e, em 1446, chegou ao rio Grande - que uns autores identificam como Geba outros como Gâmbia -, onde foi morto ao tentar aprisionar nativos, que lançaram setas envenenadas à tripulação.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Cosmógrafo e físico italiano (século XV). Terá escrito uma missiva, em 1474, que enviou ao cónego da Sé de Lisboa, Fernão Martins, onde incluía sugestões sobre a forma mais rápida de chegar à Índia.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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