Protagonistas


Cartógrafo (século XVI). Manteve-se activo durante a primeira metade de quinhentos, sendo autor de uma carta do Atlântico (Outubro de 1534), conservada na Biblioteca Nacional de Paris. Segundo parece, Gaspar Viegas ter-se-á baseado nos testemunhos da expedição de Martim Afonso, efectuada pouco antes da elaboração da carta. Apesar de este ser o único trabalho que assinou, são-lhe também atribuídas duas cópias de um atlas da mesma época, que foram deixadas anónimas. O historiador Armando Cortesão identificou este cartógrafo com Gaspar Luís Viegas, escudeiro do cardeal infante D. Henrique ou ainda com um Gaspar Luís, calígrafo de uma cópia do Roteiro do Mar Roxo de D. João de Castro.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Foi primeiro conde o célebre navegador Vasco da Gama, que descobriu o caminho marítimo para a Índia. Como recompensa por este feito, o rei D. Manuel I deu-lhe o almirantado do Mar da Índia e o título de conde da Vidigueira, por carta de 29 de Dezembro de 1499, além do prefixo nobiliário de Dom. Sucedeu-lhe seu filho, D. Francisco da Gama, que viveu no século XVI. Foi terceiro conde seu filho D. Vasco Luís da Gama, que morreu na Batalha de Alcácer-Quibir. Seu filho, D. Francisco da Gama (1565-1632), foi o quarto conde e acompanhou o pai na derrota africana, mas foi resgatado. Em 1596 foi nomeado vice-rei da Índia, então um território onde reinava a anarquia e a ameaça dos ingleses e dos mongóis. O conde usou a repressão para acabar com os abusos, o que lhe trouxe grandes inimigos, que no entanto conseguiu dominar. Foi substituído poi Aires de Salanha, em 1600, mas 22 anos volvidos voltou a assumir o cargo. Neste seu segundo governo foram obtidas grandes vitórias sobre os inimigos de então, os holandeses. Novas intrigas obrigaram-no a abandonar o cargo, acabando por regressar ao reino. Seu filho do primeiro casamento D. Vasco Luís da Gama foi o quinto conde, e também o primeiro marquês de Nisa.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Piloto (século XV). Residente em Lagos, manteve-se activo durante os primeiros anos das viagens marítimas portuguesas. Segundo um documento de 1450, terá efectuado diversas viagens ao serviço do infante D. Henrique.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Piloto (século XVI). Do pouco que se conhece sobre a vida deste piloto da segunda metade de quinhentos, sabe-se que em 1565 participou na expedição de Diogo Carreiro, que explorou o rio Níger até Tombuctu. A viagem é relatada pelo próprio Carreiro numa missiva dirigida a D. Sebastião, na qual louva a acção de Fernão Vicente.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Navegador italiano (Florença, 1451 - Sevilha, 1512). Fez os estudos universitários em Florença, onde foi contratado pelos Médicis para administrar o palácio e os bens da família. Em 1492, seguiu para Sevilha, ali continuando a trabalhar para os Médicis. Participou numa expedição castelhana às Antilhas e fez duas viagens ao Novo Mundo, uma ao serviço de Espanha (1499-1500) e outra sob os auspícios de Portugal (1501-1502), sendo o primeiro a afirmar que se tratava de um novo continente. Em 1505 voltou a Espanha, onde foi nomeado piloto-mor, fixando-se definitivamente em Sevilha. Das suas viagens deixou cinco cartas e uma relação, apelidada Lettera (datada de 1504 em Lisboa). O êxito dos seus relatos fez com que, em 1507, o cartógrafo alemão M. Waldeseemuller, na sua Cosmographiae Introductio, desse ao Novo Mundo o nome de “América” [Americi Terram, terra de Américo]. Apesar da fama, é um dos navegadores do século XVI mais debatidos, tanto a nível da autenticidade das suas viagens (nomeadamente no que respeita à duração da primeira), como da veracidade dos relatos que delas foram feitos.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Marinheiro (séculos XV e XVI). Foi um dos que acompanharam Vasco da Gama na viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia (1497-1498). A sua pessoa é citada em várias obras, nomeadamente nos Lusíadas, onde é descrito como um homem de amizades fáceis, gabarola, bom contador de histórias e aventureiro. É também referido por Camões no célebre episódio da Ilha dos Amores, na descoberta e perseguição das ninfas e deusas, durante a qual gritaria: “Senhores, caça estranha é esta! (…)”. O seu nome ficou ligado ao actual rio de Berg e a uma ampla baía situada entre Moçambique e Melinde.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Cartógrafo (Lisboa, ? - Nantes, 1568). Matemático, geómetra e cosmógrafo, foi um dos expoentes da cartografia em Portugal. Foi o primeiro a elaborar mapas do território brasileiro com a divisão administrativa em capitanias (criadas entre 1534-1536) e a apresentar a localização de várias tribos ameríndias das regiões interiores. De salientar o seu Planisfério (1561), onde representou todo o mundo conhecido no século XVI.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Escrivão de bordo (séculos XV e XVI). Pouco se conhece da sua vida, mas sabe-se que integrou a expedição de Vasco da Gama, que, partindo de Lisboa a 8 de Julho de 1497, abriu o caminho marítimo para a Índia. É-lhe atribuída a autoria do diário de bordo daquela viagem, texto que foi deixado anónimo e incompleto. Existem rambém referências a um Álvaro Velho, natural do Barreiro, que permaneceu vários anos na Guiné, no início do século XVI, o que leva a supor que o escrivão tenha iniciado a célebre viagem, desembarcando depois na costa de África. Existe na Biblioteca Municipal do Porto uma cópia manuscrita do diário, oriunda do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Escrivão (século XV). D. João II depositou muita confiança neste escrivão, tendo-o encarregue de várias missões importantes. Uma delas foi um transporte de um carregamento de pólvora a Málaga, a pedido dos Reis Católicos. Também se deslocou à corte destes monarcas na altura da demarcação dos mares entre Portugal e Espanha, depois de Colombo ter descoberto as Antilhas, negociação que serviu de base ao Tratado de Tordesilhas.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Cavaleiro (séculos XIV e XV). Com Mem Rodrigues, chefiou a Ala dos Namorados, a ala esquerda da Batalha de Aljubarrota. No reinado de D. Afonso V, foi governador de Ceuta, que defendeu dos ataques mouros e castelhanos.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Governador de Angola (séculos XVI e XVII). Foi comendador da Ordem de Cristo e destacou-se como capitão-mor de diversas armadas. Enquanto governador de Angola, tudo fez para reforçar o prestígio de Portugal. Em 1621, regressou a Lisboa, onde veio a falecer. Foi também um escritor de renome, tendo sido um profundo conhecedor de Platão e Aristóteles. Durante o domínio filipino, sugeriu que a capital fosse transferida para Lisboa. Entre as suas obras, conta-se: Do Sítio de Lisboa, Diálogo (1608).

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Informador de D. João III (século XVI). Foi almoxarife de Tânger e, de 1538 a 1544, feitor de trigo junto da corte do sultão de Fez. Conhecia muito bem os costumes marroquinos e a língua árabe e era uma pessoa influente entre as altas personalidades do mundo islâmico, pelo que foi reunindo informações para entregar a D. João III, com quem manteve correspondência.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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