Geral


Total de 01.01.07 a 30.06.09 - 225 285 visitas, por 137 325 visitantes
Junho de 2009 - 10 045 visitas, por 6 495 visitantes
Maio de 2009 - 13 620 visitas, por 8 410 visitantes
Abril de 2009 - 11 425 visitas, por 7 270 visitantes
Março de 2009 - 12 200 visitas, por 8 080 visitantes
Fevereiro de 2009 - 8 255 visitas, por 5 680 visitantes
Janeiro de 2009 - 8 920 visitas, por 5 840 visitantes
Total Ano de 2008 - 105 370 visitas, por 65 100 visitantes
Dezembro de 2008 - 6 800 visitas, por 4 480 visitantes
Novembro de 2008 - 12 560 visitas, por 7 890 visitantes
Outubro de 2008 - 11 710 visitas, por 7 290 visitantes
Setembro de 2008 - 7 905 visitas, por 5 200 visitantes
Agosto de 2008 - 6 390 visitas, por 3 965 visitantes
Julho de 2008 - 5 495 visitas, por 3 320 visitantes
Junho de 2008 - 8 810 visitas, por 5 500 visitantes
Maio de 2008 - 11 105 visitas, por 6 620 visitantes
Abril de 2008 - 9 510 visitas, por 5 840 visitantes
Março de 2008 - 8 435 visitas, por 5 255 visitantes
Fevereiro de 2008 - 8 080 visitas, por 4 920 visitantes
Janeiro de 2008 - 8 570 visitas, por 4 820 visitantes
Total Ano de 2007 - 55 450 visitas, por 30 450 visitantes
Dezembro de 2007 - 4 260 visitas, por 2 320 visitantes
Novembro de 2007 - 5 110 visitas, por 3 010 visitantes
Outubro de 2007 - 9 640 visitas, por 5 770 visitantes
Setembro de 2007 - 6 005 visitas, por 3 690 visitantes
Agosto de 2007 - 3 610 visitas, por 2 155 visitantes
Julho de 2007 - 3 275 visitas, por 1 535 visitantes
Junho de 2007 - 4 310 visitas, por 2 010 visitantes
Maio de 2007 - 4 420 visitas, por 2 300 visitantes
Abril de 2007 - 3 805 visitas, por 2 005 visitantes
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Fevereiro de 2007 - 2 560 visitas, por 1 345 visitantes
Janeiro de 2007 - 5 100 visitas, por 2 540 visitantes

Chama-se Sumário de Questões sobre os Céus. É um documento de 100 páginas, com prefácio. E a estrutura do texto vem no formato de perguntas - colocadas por um chinês - e de respostas - dadas por um ocidental com conhecimento de astronomia. O ocidental era um padre jesuíta português, chamado Manuel Dias. E foi ele quem apresentou Galileu e as suas descobertas à China, em 1614, apenas três anos depois de o trabalho de Galileu ter sido publicado.

(ler artigo completo, no Público)

Total de 01.01.07 a 31.05.09 - 215 240 visitas, por 130 830 visitantes
Maio de 2009 - 13 620 visitas, por 8 410 visitantes
Abril de 2009 - 11 425 visitas, por 7 270 visitantes
Março de 2009 - 12 200 visitas, por 8 080 visitantes
Fevereiro de 2009 - 8 255 visitas, por 5 680 visitantes
Janeiro de 2009 - 8 920 visitas, por 5 840 visitantes
Total Ano de 2008 - 105 370 visitas, por 65 100 visitantes
Dezembro de 2008 - 6 800 visitas, por 4 480 visitantes
Novembro de 2008 - 12 560 visitas, por 7 890 visitantes
Outubro de 2008 - 11 710 visitas, por 7 290 visitantes
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Julho de 2008 - 5 495 visitas, por 3 320 visitantes
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Março de 2008 - 8 435 visitas, por 5 255 visitantes
Fevereiro de 2008 - 8 080 visitas, por 4 920 visitantes
Janeiro de 2008 - 8 570 visitas, por 4 820 visitantes
Total Ano de 2007 - 55 450 visitas, por 30 450 visitantes
Dezembro de 2007 - 4 260 visitas, por 2 320 visitantes
Novembro de 2007 - 5 110 visitas, por 3 010 visitantes
Outubro de 2007 - 9 640 visitas, por 5 770 visitantes
Setembro de 2007 - 6 005 visitas, por 3 690 visitantes
Agosto de 2007 - 3 610 visitas, por 2 155 visitantes
Julho de 2007 - 3 275 visitas, por 1 535 visitantes
Junho de 2007 - 4 310 visitas, por 2 010 visitantes
Maio de 2007 - 4 420 visitas, por 2 300 visitantes
Abril de 2007 - 3 805 visitas, por 2 005 visitantes
Março de 2007 - 3 355 visitas, por 1 770 visitantes
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Janeiro de 2007 - 5 100 visitas, por 2 540 visitantes

A Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa é um projecto desenvolvido pelo Centro de História de Além-Mar unidade de investigação interuniversitária, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores, que pretende disponibilizar a todos os interessados conteúdos multimédia de natureza científica, educativa e cultural sobre a temática dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa.

A Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa destina-se a um público vasto, dentro e fora de Portugal, incluindo alunos do ensino secundário, estudantes e investigadores do meio universitário, profissionais da comunicação social e todos os interessados em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa.

A Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa disponibiliza artigos, imagens, mapas, cronologias e genealogias, de carácter sintético, mas dotados de grande fiabilidade científica, encontrando-se em permanente ampliação e actualização. Tais materiais são produzidos por professores e investigadores do meio académico, e validados por uma Comissão Científica composta pelos mais reputados historiadores nacionais e estrangeiros. O projecto abrange uma vasta área geográfica, que vai desde os Açores até ao Japão, e um intervalo de tempo compreendido entre o início do século XV e o final do século XVIII.

O carácter bilingue da Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa pretende torná-la num incontornável meio para a divulgação internacional da história e da historiografia da presença portuguesa no mundo, ainda que, por razões de ordem técnica, o ritmo da tradução para a língua inglesa não possa estar a par da colocação em linha das entradas redigidas em Português e vice-versa. Sublinha-se o carácter nacional da empresa expansiva portuguesa, mas também a sua inserção numa quadro europeu mais vasto e a sua importância para uma nova consciência europeia emergente, suspensa hoje entre a crítica e a apologia do processo expansivo Ocidental.

Fernão de Magalhães, o navegador da circum-navegação, nasceu em Sabrosa, diz a Wikipedia. Falso, diz o nosso convidado de hoje. Para outros, Magalhães nasceu no Porto. O nosso convidado rebate esses argumentos e anuncia que a questão da naturalidade do explorador está resolvida: foi em Ponte da Barca!

Amândio Barros doutorou-se em história pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sendo actualmente investigador no CITCEM da Universidade do Porto. Ganhou vários prémios devido aos seus estudos sobre os Descobrimentos.

«Curiosamente, o historiador começou o seu trabalho de investigação deste tema a convite da Câmara de Sabrosa», mas, entretanto, descobriu que a documentação em que se fundamentaria a hipótese de ter sido Sabrosa o berço de Fernão Magalhães, apresentada por alguém que tentava assim herdar a fortuna do navegador, é falsa.

(Em debate, hoje, das 15 às 16 horas, na TSF, no programa “Mais cedo ou mais tarde“, de João Paulo Meneses).

Total de 01.01.07 a 30.04.09 - 201 620 visitas, por 122 420 visitantes
Abril de 2009 - 11 425 visitas, por 7 270 visitantes
Março de 2009 - 12 200 visitas, por 8 080 visitantes
Fevereiro de 2009 - 8 255 visitas, por 5 680 visitantes
Janeiro de 2009 - 8 920 visitas, por 5 840 visitantes
Total Ano de 2008 - 105 370 visitas, por 65 100 visitantes
Dezembro de 2008 - 6 800 visitas, por 4 480 visitantes
Novembro de 2008 - 12 560 visitas, por 7 890 visitantes
Outubro de 2008 - 11 710 visitas, por 7 290 visitantes
Setembro de 2008 - 7 905 visitas, por 5 200 visitantes
Agosto de 2008 - 6 390 visitas, por 3 965 visitantes
Julho de 2008 - 5 495 visitas, por 3 320 visitantes
Junho de 2008 - 8 810 visitas, por 5 500 visitantes
Maio de 2008 - 11 105 visitas, por 6 620 visitantes
Abril de 2008 - 9 510 visitas, por 5 840 visitantes
Março de 2008 - 8 435 visitas, por 5 255 visitantes
Fevereiro de 2008 - 8 080 visitas, por 4 920 visitantes
Janeiro de 2008 - 8 570 visitas, por 4 820 visitantes
Total Ano de 2007 - 55 450 visitas, por 30 450 visitantes
Dezembro de 2007 - 4 260 visitas, por 2 320 visitantes
Novembro de 2007 - 5 110 visitas, por 3 010 visitantes
Outubro de 2007 - 9 640 visitas, por 5 770 visitantes
Setembro de 2007 - 6 005 visitas, por 3 690 visitantes
Agosto de 2007 - 3 610 visitas, por 2 155 visitantes
Julho de 2007 - 3 275 visitas, por 1 535 visitantes
Junho de 2007 - 4 310 visitas, por 2 010 visitantes
Maio de 2007 - 4 420 visitas, por 2 300 visitantes
Abril de 2007 - 3 805 visitas, por 2 005 visitantes
Março de 2007 - 3 355 visitas, por 1 770 visitantes
Fevereiro de 2007 - 2 560 visitas, por 1 345 visitantes
Janeiro de 2007 - 5 100 visitas, por 2 540 visitantes

Reportagem da RTP2 sobre a sessão de abertura da Semana Cultural do Irão, recentemente realizada na Universidade Católica, numa organização do Instituto de Estudos Orientais e da Embaixada do Irão.

Total de 01.01.07 a 31.03.09 - 190 195 visitas, por 115 150 visitantes
Março de 2009 - 12 200 visitas, por 8 080 visitantes
Fevereiro de 2009 - 8 255 visitas, por 5 680 visitantes
Janeiro de 2009 - 8 920 visitas, por 5 840 visitantes
Total Ano de 2008 - 105 370 visitas, por 65 100 visitantes
Dezembro de 2008 - 6 800 visitas, por 4 480 visitantes
Novembro de 2008 - 12 560 visitas, por 7 890 visitantes
Outubro de 2008 - 11 710 visitas, por 7 290 visitantes
Setembro de 2008 - 7 905 visitas, por 5 200 visitantes
Agosto de 2008 - 6 390 visitas, por 3 965 visitantes
Julho de 2008 - 5 495 visitas, por 3 320 visitantes
Junho de 2008 - 8 810 visitas, por 5 500 visitantes
Maio de 2008 - 11 105 visitas, por 6 620 visitantes
Abril de 2008 - 9 510 visitas, por 5 840 visitantes
Março de 2008 - 8 435 visitas, por 5 255 visitantes
Fevereiro de 2008 - 8 080 visitas, por 4 920 visitantes
Janeiro de 2008 - 8 570 visitas, por 4 820 visitantes
Total Ano de 2007 - 55 450 visitas, por 30 450 visitantes
Dezembro de 2007 - 4 260 visitas, por 2 320 visitantes
Novembro de 2007 - 5 110 visitas, por 3 010 visitantes
Outubro de 2007 - 9 640 visitas, por 5 770 visitantes
Setembro de 2007 - 6 005 visitas, por 3 690 visitantes
Agosto de 2007 - 3 610 visitas, por 2 155 visitantes
Julho de 2007 - 3 275 visitas, por 1 535 visitantes
Junho de 2007 - 4 310 visitas, por 2 010 visitantes
Maio de 2007 - 4 420 visitas, por 2 300 visitantes
Abril de 2007 - 3 805 visitas, por 2 005 visitantes
Março de 2007 - 3 355 visitas, por 1 770 visitantes
Fevereiro de 2007 - 2 560 visitas, por 1 345 visitantes
Janeiro de 2007 - 5 100 visitas, por 2 540 visitantes

Tendo por objectivos criar e consolidar hábitos de leitura, realiza-se amanhã (dia 21) em Goa uma “Maratona de Leitura“, tendo como público-alvo, primordialmente, os falantes e aprendentes de Português residentes em Goa, sendo também admitidas participações em Concani ou noutras línguas nacionais indianas.


Numa organização do Instituto de Estudos Orientais (IEO) da Universidade Católica Portuguesa e da Embaixada do Irão, decorre, a partir do próximo dia 16 de Março, a “Semana Cultural do Irão”, contando nomeadamente com os seguintes eventos:

  • Palestra do embaixador do Irão, sob o lema “Iran 30 years after the Revolution”
  • Exposição de Arte e Cultura persas
  • Seminário com a participação de Halima Naimova (“Intermezzo Persa”), João Teles e Cunha (“A Pérsia Safávida aos olhos dos portugueses”) e Luís Filipe Thomaz (“Os Persas na Índia quinhentista”) – dia 21 de Março, pelas 15 horas
  • Ciclo de cinema iraniano (a decorrer às segundas-feiras, com início a 16 de Março, prolongando-se até 25 de Maio)

Todas as sessões, a realizar nas instalações da Universidade Católica, em Lisboa, são abertas ao público em geral.

Pode obter informações adicionais via: ieo@ieo.lisboa.ucp.pt

Foram os Portugueses que descobriram o caminho marítimo para a Índia. Nas suas  viagens de então, foram à Pérsia, ao Japão, à China e a muitos outros lugares do Oriente. Esses povos aprenderam muitas coisas connosco e ensinaram-nos outras. Algumas obras das colecções do Museu  falam-nos  destes encontros. Sabes de onde vem o chá? E quem ensinou aos Chineses e Japoneses alguns dos nossos segredos de costura?

Visitas ao Museu Calouste Gulbenkian, este sábado (dia 7 de Março), das 14h30 às 16h30, destinadas a crianças dos 4 aos 7 anos e dos 8 aos 12 anos.

Total de 01.01.07 a 28.02.09 - 177 995 visitas, por 107 070 visitantes
Fevereiro de 2009 - 8 255 visitas, por 5 680 visitantes
Janeiro de 2009 - 8 920 visitas, por 5 840 visitantes
Total Ano de 2008 - 105 370 visitas, por 65 100 visitantes
Dezembro de 2008 - 6 800 visitas, por 4 480 visitantes
Novembro de 2008 - 12 560 visitas, por 7 890 visitantes
Outubro de 2008 - 11 710 visitas, por 7 290 visitantes
Setembro de 2008 - 7 905 visitas, por 5 200 visitantes
Agosto de 2008 - 6 390 visitas, por 3 965 visitantes
Julho de 2008 - 5 495 visitas, por 3 320 visitantes
Junho de 2008 - 8 810 visitas, por 5 500 visitantes
Maio de 2008 - 11 105 visitas, por 6 620 visitantes
Abril de 2008 - 9 510 visitas, por 5 840 visitantes
Março de 2008 - 8 435 visitas, por 5 255 visitantes
Fevereiro de 2008 - 8 080 visitas, por 4 920 visitantes
Janeiro de 2008 - 8 570 visitas, por 4 820 visitantes
Total Ano de 2007 - 55 450 visitas, por 30 450 visitantes
Dezembro de 2007 - 4 260 visitas, por 2 320 visitantes
Novembro de 2007 - 5 110 visitas, por 3 010 visitantes
Outubro de 2007 - 9 640 visitas, por 5 770 visitantes
Setembro de 2007 - 6 005 visitas, por 3 690 visitantes
Agosto de 2007 - 3 610 visitas, por 2 155 visitantes
Julho de 2007 - 3 275 visitas, por 1 535 visitantes
Junho de 2007 - 4 310 visitas, por 2 010 visitantes
Maio de 2007 - 4 420 visitas, por 2 300 visitantes
Abril de 2007 - 3 805 visitas, por 2 005 visitantes
Março de 2007 - 3 355 visitas, por 1 770 visitantes
Fevereiro de 2007 - 2 560 visitas, por 1 345 visitantes
Janeiro de 2007 - 5 100 visitas, por 2 540 visitantes

Escrito com a destreza narrativa de um romancista de créditos firmados (vencedor do Booker Prize por duas vezes), este livro traz em si, também, a urgência da reportagem e a capacidade de observação do melhor jornalismo. Revela-nos aquilo a que muita gente ainda não terá dado a atenção necessária: que há uma nova geração de adolescentes ocidentais a crescer, nesta primeira década do século XXI, sob a influência da cultura popular japonesa. Peter Carey conduz o filho e é conduzido (levando-nos a nós também nessa viagem) pelos labirintos de uma cultura cheia de códigos mais ou menos impenetráveis para um estrangeiro. Uma cultura bem mais transparente para um adolescente familiarizado com os universos da manga e do anime do que para um adulto à procura de uma chave que se revela quase sempre «lost in translation».

Tema(s): Literatura de Viagens
Tradução: Carlos Vaz Marques

Informações adicionais via Twitter: http://twitter.com/JAPAOcarey

Apesar de já estar substituído como vice-rei da Índia, D. Francisco de Almeida consegue ludibriar o novo representante do rei D. Manuel, Afonso de Albuquerque, e parte para Diu onde inflige uma derrota histórica aos Rumes, apenas para vingar a morte do filho, morto meses antes em Chaúl.

Para o comandante Saturnino Monteiro, (antigo professor da escola naval, autor da obra em oito volumes “Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa” e um dos militares portugueses que participou na recuperação de Timor, em 1945, depois da saída dos japoneses) a Batalha de Diu, que se travou há 500 anos, a 3 de Fevereiro de 1509, foi “a mais importante de toda a História da Marinha Portuguesa e uma das mais importantes da História Naval Universal”. Para este investigador e sob o ponto de vista estratégico esta batalha de aniquilamento “só encontra paralelo em Lepanto (1571), Aboukir (1798), Trafalgar (1805) ou Tsuchima (1905)” já que com esta vitória Portugal assegurava por quase um século, o domínio absoluto do oceano Índico.

Numa palestra realizada no dia 14 no Museu de Marinha, no âmbito das habituais “Conversas Informais”, que aí se realizam aos segundos sábados de cada mês, Saturnino Monteiro explicou, não só os antecedentes desta empresa naval como, também, todo o desenrolar dos acontecimentos que levaram à estrondosa vitória da armada lusa.

A chegada dos portugueses ao Índico não foi pacífica já que para a maioria dos Rumes (nome geralmente dado a todos os habitantes muçulmanos desta região e que abrange árabes, mamelucos, turcos e indianos), e para os venezianos esta presença representava uma forte concorrência comercial.

Nesse contexto, Veneza irá apoiar com dinheiro e conhecimentos técnicos a construção de uma armada, construída em moldes europeus, capaz de fazer frente ao poderio naval português que será comandada por Mir-Hocem. Mesmo assim, Portugal beneficiava de vários factores, nomeadamente o facto de ter canhões de bronze, navios mais resistentes, uma infantaria bem preparada e couraçada e o inestimável apoio do rei de Cochim. O estabelecimento do comércio português nesta região foi, por isso, feito pela força.

Como antecedentes directos da batalha de Diu esteve, porém, um problema pessoal. Em Março de 1508, a frota de D. Lourenço de Almeida, filho do vice-rei, é atacada em Chaúl, pela armada de Mir-Hocem, beneficiando, também, de algum apoio de Meliqueaz, senhor de Diu, tendo D. Lourenço morrido durante a retirada portuguesa. Ambas as armadas ficaram muito danificadas, regressando a muçulmana a Diu e a portuguesa a Cochim.

Com uma poderosa armada, reforçada entretanto com mais naus que tinham chegado, por acaso de Lisboa, o vice-rei cessante dirige-se para Diu para vingar a morte do filho. A armada de Mir-Hoceim encontrava-se em formação, lado a lado, dentro do estreito canal de Diu, cuja entrada era guardada por dois fortes. Um pouco afastados, os fustes (embarcações ligeiras) de Diu estavam prontos a envolver a retaguarda da armada portuguesa. Provavelmente por indicação de João da Nola, homem experiente em confrontos navais que acompanhava a expedição, os navios portugueses entraram no canal em coluna, tendo ficado a nau Frol de La Mar e outras embarcações a bloquear a saída dos fustes.

Apesar de os portugueses terem começado por usar a artilharia, rapidamente passaram à abordagem e ao combate corpo a corpo.

Pelas cinco da tarde, a batalha estava ganha e os portugueses retiraram-se para o mar alto.

Apesar de, anteriormente, os presos portugueses de Chaúl terem sido bem tratados e entregues, a sede de vingança de D. Francisco de Almeida levou-o a matar de forma cruel todos os combatentes inimigos que nesse dia caíram nas mãos dos portugueses.

Margarida Magalhães Ramalho - Expresso

A escola de navegação de Sagres jamais existiu, sendo apenas um mito construído pelo fervor nacionalista da historiografia portuguesa do período romântico do século XIX. A tese é do historiador brasileiro Fábio Pestana Ramos, no seu mais recente livro “Por Mares Nunca Dante Navegados”, resultado de dois anos de investigação em diversas bibliotecas de Portugal e do Brasil.

“Não há prova factual, como vestígios arqueológicos ou documentos originais, que possam comprovar a existência de uma escola em Sagres”, afirmou à agência Lusa o historiador, neto de portugueses da Ilha da Madeira.

Pestana Ramos salientou que as citações sobre a escola de Sagres, supostamente criada pelo Infante D. Henrique para desenvolver tecnologias náuticas, são baseadas apenas numa fonte inglesa. “Na verdade, as citações são baseadas num único mapa de um pirata inglês que registou algumas construções em Sagres na época, nada referente à existência de uma escola de navegação”, disse.

No século XIX, o historiador português Oliveira Martins teria utilizado a existência de Sagres “na construção romântica de uma identidade portuguesa que incluía o amplo domínio de tecnologias náuticas”. “De facto, existiu apenas a introdução de algumas disciplinas náuticas na Universidade de Lisboa pelo Infante D. Henrique”, afirmou o historiador. [...]

(Público)

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