Expo98


Segundo Torres Campos, o Estado não tem dado à Expo o apoio financeiro que a Exposição Mundial necessita. Em entrevista, afirma que «a Expo é uma empresa com um capital social não preenchido. O Estado ainda nem sequer cá aplicou o dinheiro que lhe competia fazer como qualquer accionista». Ainda segundo Torres Campos, a Expo terá um «défice previsto de 74 milhões de contos». O custo da Exposição será de 368 milhões de contos e as receitas estimadas não ultrapassam os 294 milhões.

(via “A Cidade da EXPO’98 - Uma Reconversão na Frente Ribeirinha de Lisboa?”, Vítor Matias Ferreira e Francisco Indovina, Editorial Bizâncio, Lisboa, 1999)

JapãoJapão

“A representação japonesa está organizada em quatro sectores.

(ver imagem aqui)

O primeiro retrata «O Encontro do Japão com o Ocidente». Consiste numa maqueta da cidade de Nagasaki, porto utilizado pelos portugueses do século XVI.

Luís Fróis, o primeiro missionário jesuíta a chegar ao Japão, será o guia virtual dos visitantes.

O segundo espaço descreve a longa relação dos japoneses com o mar.

O terceiro aborda o caminho para uma nova era marítima. Um espectáculo multimédia dá relevo às últimas descobertas em matéria de prospecção de recursos e prevenção de desastres, onde não falta uma réplica do submarino de pesquisa «Shinkai 6500».

O último sector chama-se o «Alvorecer da Idade dos Grandes Intercâmbios, tendo sido pensado para as crianças.

A visita termina com um espectáculo de 20 minutos, «O Mar, nosso amigo», exibido no auditório do pavilhão.”

In Guia da EXPO – Expresso, p. 32

Diário da Expo

Mário Soares, presidente da Comissão Mundial Independente dos Oceanos, defende em Estocolmo a candidatura de Lisboa para sede da Agência Europeia dos Oceanos.

(via “A Cidade da EXPO’98 - Uma Reconversão na Frente Ribeirinha de Lisboa?”, Vítor Matias Ferreira e Francisco Indovina, Editorial Bizâncio, Lisboa, 1999)

HolandaHolanda

“É um dos países mais povoados do mundo, com uma densidade de 459 habitantes por quilómetro quadrado.

A vizinhança do Mar do Norte marcou a história do país: os comerciantes e navegadores holandeses estabeleceram a partir do século XVII um império marítimo que se estendia da América do Sul ao Extremo Oriente.

A representação holandesa na EXPO’98 é uma das maiores em área, juntamente com as da Espanha, Alemanha, China e Japão.

Cinco moinhos de vento encimam o pavilhão e simbolizam o engenho ancestral dos holandeses no aproveitamento da energia eólica.

Num ecrã gigante passam fotografias da paisagem holandesa.

Modelos reduzidos evidenciam o relevo submarino, técnicas de construção naval e instalações fabris.

Em destaque a rede de vigilância via satélite das águas territoriais holandesas, montada para detectar marés negras e outras catástrofes de origem humana ou natural.”

In Guia da EXPO – Expresso, p. 14

Vista geral do recinto da Expo'98

(Foto de João Gomes Mota, gentilmente cedida pelo autor)

O designer português Henrique Cayatte e o arquitecto italiano Pierluigi Cerri são os responsáveis pelo sistema de sinalética da Expo’98.

(via “A Cidade da EXPO’98 - Uma Reconversão na Frente Ribeirinha de Lisboa?”, Vítor Matias Ferreira e Francisco Indovina, Editorial Bizâncio, Lisboa, 1999)

FrançaFrança

“O pavilhão francês, projectado pelo arquitecto Philippe Delis, consegue um autêntico milagre: comprimir o país em apenas 1300 m2.

A visita começa por um mergulho virtual no oceano. O grande espectáculo do mar é recriado num ecrã de 360º, não faltando os sons, os ventos e os cheiros.

Uma ponte ajuda o visitante a sobrevoar um oceano mágico, saltando de ilha em ilha e de miradouro em miradouro.

São assim evocados a biodiversidade, a faina pesqueira, a exploração do petróleo e as profundezas abissais.

No regresso simbólico a terra firme, uma «Escala em França», dedicada à descoberta do litoral francês.

A presença francesa estende-se à Exibição Náutica, com o centenário navio-escola «France» (rebaptizado «Belém») ou por Cousteau, das galeotas «L’Étoile» e «La Belle Poule» e das embarcações utilizadas pelo velejador solitário Eric Tabarly.”

In Guia da EXPO – Expresso, p. 14

Diário da Expo

António Mega Ferreira é eleito “Personalidade do Ano de 1997” por determinação da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal. Na base da decisão esteve o papel desempenhado pelo eleito no «sentido de fazer com que o nome de Portugal fosse conhecido no Mundo» estando em causa iniciativas como a Expo’98, Lisboa Capital da Cultura e Portugal - País/Lema da Feira de Frankfurt de 1997.

(via “A Cidade da EXPO’98 - Uma Reconversão na Frente Ribeirinha de Lisboa?”, Vítor Matias Ferreira e Francisco Indovina, Editorial Bizâncio, Lisboa, 1999)

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