Navegador (século XV). Cavaleiro do infante D. Henrique, descobriu a Serra Leoa (1460, ou antes) e atingiu o arvoredo de Santa Maria (anteriormente a 1469), para além do cabo Mesurado, na actual Libéria.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Escudeiro e navegador (? - 1444) do infante D. Henrique, também é conhecido por Afonso de Sintra e Gonçalo Afonso. Esteve presente em muitas expedições punitivas contra os mouros antes de ter integrado a armada de Nuno Tristão em 1441. Capitaneando uma expedição em 1443-1444 às ilhas Naar e Tider, encontrou a morte durante o combate com os indígenas.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Piloto (século XV). Segundo uma carta do cartógrafo catalão Gabriel Valseca, Diogo de Silves foi o descobridor das ilhas açorianas dos grupos oriental e central, em 1427.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Coronel do Terço do Algarve, foi um dos elementos do conselho que alertou D. Sebastião sobre os perigos a que iria expor o Exército ao atacar Larache por terra, quando inicialmente tal era para ser feito por mar. Casou com D. Inês de Noronha e acabaria por morrer em Fez, depois de se ter feito prisioneiro em Alcácer Quibir.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

O catálogo da exposição “América Portuguesa”, patente até 5 de Setembro na Biblioteca Nacional, em Lisboa, foi agora editado, incluindo algumas espécies da exposição paralela “Tesouros brasileiros”.

O objectivo deste catálogo é expresso na sua introdução: “contextualizar alguns dos temas mais relevantes da História do Brasil no período compreendido entre o povoamento e 1808″ relativos à exposição.

“América portuguesa” divide-se em sete núcleos, procurando “dar uma visão diacrónica da presença portuguesa e como se reflectiu em diferentes vertentes, da sociedade à economia”, explicou o director da Biblioteca Nacional, Jorge Couto. A “América Portuguesa” inclui a colónia do Sacramento, actualmente integrada no território do Uruguai, por força do Tratado de Madrid de 1750, “mas que na realidade só a partir de 1777 passa em definitivo para a Coroa espanhola”, precisou Jorge Couto.

(via Público)

Nobre (? - 4 de Setembro de 1578). Recebeu o título de quarto barão de Alvito após a morte de seu pai. Vedor da Fazenda de D. João III, casou com D. Leonor Henriques. Viria a falecer na Batalha de Alcácer Quibir.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Nobre (1420? - 1484), recebeu, a 27 de Abril de 1475, o primeiro título de barão que se concedeu em Portugal, o de Alvito. Foi regedor das justiças, chanceler-mor, escrivão de puridade de D. Afonso V e vedor da Fazenda. Homem da confiança de D. Afonso V, por várias vezes foi encarregado de embaixadas a príncipes e assistiu à conquista de Tânger e Arzila.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Capitão (?-Ilha de Berte, Índia, 1531). Serviu no Norte de África, em Arzila, e na Índia, de 1525 a 1531. No Oriente, comandou naus e armadas e, em 1525, tornou-se capitão de Cananor. Teve acção importante na defesa da fortaleza de Calecute e distinguiu-se em Cambaia. Faleceu quando ia socorrer Diu.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Missionário jesuíta (Almeirim?, ? - Monomotapa, 15 de Março de 1561), doutorado em Teologia, em Espanha. Partiu para a Índia em 1556 e, posteriormente, em 1560 aportou em Moçambique. Em Monomotapa, baptizou o imperador, mas foi alvo de uma grande conspiração, acusado de ser feiticeiro e agente do rei de Portugal, que desejava dominar Monomotapa a nível político. O imperador cedeu às intrigas e mandou-o matar. Foi martirizado e os seus restos foram atirados ao Zambeze. Camões imortalizou-o em Os Lusíadas.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Capitão da Índia (século XVI). De 1524 a 1539, serviu na Índia. Teve a cargo as capitanias de Ormuz (1528) e Diu (1537). Notabilizou-se na defesa desta praça, cercada em 1538 por uma poderosa frota turca de 7000 homens, auxiliada pelo exército de Cambaia. Em 1539, já depois de ter regressado a Portugal, foi-lhe entregue a capitania do Machico, na ilha da Madeira.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Cardeal (Évora, 1480 - Roma, 3 de Junho de 1556), foi primeiro conde de Portalegre. Estudou em Lisboa, em França e Itália. Homem erudito, tinha grandes capacidades para a oratória. Foi aio de D. Manuel I e, em 1521, assumiu funções de embaixador do monarca junto da Santa Sé, tendo desempenhado este cargo até 1525, já no reinado de D. João III. Entre 1526 e 1547, foi bispo de Évora. De destacar que em 1541 Paulo III nomeou-o cardeal, com o título dos Doze Apóstolos.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Fidalgo (?-Alcácer Quibir, 1578). Era uma figura influente da corte de D. Sebastião. Membro do conselho de Estado, defendia o povoamento de África de uma forma mais sistemática. Homem letrado, também soube dar a protecção devida à população de Lisboa, aquando da peste de Lisboa, em 1569. Aconselhou D. Sebastião a partir para Alcácer Quibir, onde Jorge da Silva encontrou a morte.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Rico-homem (?-26 de Março de 1445), senhor de Vagos, São Marcos e de Unhão, era filho de Gonçalo Gomes da Silva e de D. Leonor Gonçalves Coutinho. Nomeado copeiro-mor em 1385, ascendeu a alferes-mor do reino, qualidade em que recebeu diversas missões diplomáticas e acompanhou D. João I na conquista de Ceuta (1415).

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Franciscano (século XVI), foi confessor de D. João III e nomeado para o cargo de inquisidor-mor no reino de Portugal e no Ultramar, por Clemente VII, mas não chegou a assumir o posto. Foi bispo de Ceuta (1534-1539) e bispo de Braga (1540-1541).

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

E chegamos assim ao que se pode considerar a quarta escala-tipo de referenciação no itinerário da Índia, depois do ilhéu da Cruz, do Zambeze e da ilha de Moçambique. […]

Em Melinde, no que considero ser a quarta escala-tipo, a alteridade - que se sabe existir e que no texto aflora enquanto realidade pressuposta - é secundarizada pelo esforço de identificação pela via do poder. Ou seja, por outras palavras, nas escalas anteriores, encontramos duas culturas, duas civilizações, e, partir da ilha de Moçambique - duas religiões.

[…]

No dia 22 de Abril, conta Álvaro Velho, Vasco da Gama manda dizer ao sultão «que lhe mandasse os pilotos que lhe tinha prometido. E, como foi o recado, el-rei lhe mandou logo um piloto cristão… E folgámos muito com o piloto cristão que el-rei nos mandou». […]

Seja quem tenha sido este piloto, a sua intervenção foi fundamental para o êxito da última rota de Gama, desde Melinde a Calecute. Na realidade, os Portugueses, apesar de todas as iniciativas anteriores (nomeadamente a de Pêro da Covilhã), têm um conhecimento extremamente deficiente da geografia e das características desta região.

[…]

Foram 23 dias de viagem. Lê-se no roteiro que a 29 de Abril «houvemos vista do Norte, o qual havia muito que deixáramos de ver. E uma sexta-feira, que foram 18 de Maio, vimos uma terra alta, a qual havia vinte e três dias que não víramos terra». Finalmente avistam terra indostânica.

[…]

Tendo chegado às costas ocidentais da Índia, Vasco da Gama situa-se nas proximidades de Calecute, no dia 20 de Maio.

[…]

Dias depois, Vasco da Gama, acompanhado de doze homens, vai visitar o samorim.

[…]

Calecute constitui, assim, a quinta e última escala-tipo de referenciação no itinerário da Índia. Objectivo de toda a viagem, nesta cidade se assumem os contornos finais da aventura. Começam por ser os contornos do fracasso da negociação política: aqui já não é possível manter a encenação ensaiada em Melinde. E terminam por ser os contornos das motivações mercantis, a condicionarem tudo o que aí se passa: são estas motivações que estão na mente dos muçulmanos que intrigam junto do samorim, são elas que acabam por aflorar no comportamento dos portugueses e no próprio texto de Álvaro Velho.

“Vasco da Gama - O Homem, A Viagem, A Época”, Luís Adão da Fonseca, Edição do Comissariado da Exposição Mundial de Lisboa de 1998 e da Comissão de Coordenação da Região do Alentejo, 1997, pp. 164, 165, 167, 171, 172 e 181

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