Vice-rei da Índia (?, 1646 - Moura, 31 de Maio de 1710), de 1681 a 1686. Foi primeiro conde de Alvor, título que recebeu em 1683. Em 1668, ainda na juventude, foi nomeado governador de Angola, numa altura em que a anarquia imperava naquela colónia. Apesar das difíceis condições, brilhou durante o seu governo, demonstrando grande tacto e cautela, o que lhe valeu a alcunha de menino prudente. Além da pacificação do território, foi o responsável pela organização de uma companhia de Cavalaria, pela reconstrução da fortaleza de S. Miguel e pela fundação de um hospital em Benguela. Manteve-se no cargo até 1676, mas a sua administração também ficou marcada por uma grave derrota das tropas portuguesas face aos indígenas, em 1670. Após o regresso ao reino, ascendeu a vice-rei da Índia, onde chegou em Setembro de 1681. A sua administração não foi coroada pelo brilhantismo de anteriormente e, sem forças suficientes para se opor à poderosa invasão dos maratas, en 1683 depositou o bastão de vice-rei na urna de São Francisco Xavier, confiando-lhe a protecção do território. Chegado a Portugal, foi regedor das Justiças e presidente do Conselho Ultramarino, ascendendo a general em 1701. Com o eclodir da Guerra da Sucessão de Espanha, participou na campanha da Beira (1704), vindo a receber o comando das Armas do Alentejo, três anos mais tarde. Ocupava este cargo quando faleceu durante a tentativa de conquista de Moura.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)