Fidalgo e militar (1 de Outubro de 1703 - Lisboa, 13 de Janeiro de 1759). Foi terceiro conde de Alvor, título recebido por linha paterna, sexto conde de São João da Pesqueira e terceiro marquês de Távora, obtendo estes últimos pelo casamento, em 1718, com D. Leonor Tomásia de Távora (1700-1759), sua prima. Foi governador da praça de Chaves, tornando-se vice-rei da Índia entre 1750 e 1754. Teve uma notável acção na Índia, não só através das conquistas de várias fortalezas, como no domínio comercial, trazendo grandes vantagens aos portugueses. Pelo seu prestígio, e possivelmente por sentir que o rei D. José não demonstrava o devido apreço pelos seus feitos no Oriente, tornou-se o fulcro da oposição da nobreza ao governo do marquês de Pombal. O atentado contra D. José, a 3 de Setembro de 1758, proporcionou a Pombal o ensejo de se vingar, fazendo executar, depois de um monstruoso processo judicial e horrendas torturas, tanto o marquês de Távora, como a esposa e os seus dois filhos, além de outras personalidades, como o duque de Aveiro. Por sentença de 1781, a família Távora foi declarada inocente.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)