Comerciante e armador de origem alemã (1688? - ?). Filho de pai alemão e mãe portuguesa, recebeu o hábito da Ordem de Cristo no ano de 1717 e, dois anos mais tarde, era já cavaleiro e membro da Mesa da Irmandade de São Bartolomeu, representando os comerciantes de Lisboa. Em 1741 era o principal arrendatário do contrato do tabaco, sendo um dos principais tabaqueiros do regime pombalino e dos maiores accionistas das grandes companhias comerciais monopolistas. Importava tabaco que embarcava na Baía e era vendido em Portugal continental, nas ilhas atlânticas e em Mazagão. Transportava também emigrantes entre os Açores e o Brasil, travessia que ganhou maior dimensão quando o Conselho Ultramarino decidiu colonizar a nova colónia de Santa Catarina. No ano de 1753, com cinco sócios, foi autorizado a negociar com a Índia e com a China, pelo prazo de dez anos. Criava-se, assim, a Companhia do Comércio da Ásia Portuguesa, que Pombal tanto ambicionara. No entanto, o terramoto de 1755 destruiu os navios recém-comprados e as mercadorias e a Índia há muito que já não era o “nervo da economia portuguesa”. A conspiração contra o marquês de Pombal da qual o seu filho fizera parte e o reembolso dos empréstimos ao Estado, que havia contraído para enviar navios para a Ásia, provocaram, em 1760, a quebra da Companhia e a falência do próprio.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)