Março 2008


Programa

Começaram as obras na zona da Expo’98 com o início da construção do Pavilhão dos Oceanos, vulgarmente conhecido por Oceanário. Este projecto é da autoria do arquitecto norte-americano Peter Chermayeff. Custo previsto: 9,6 milhões de contos. Data prevista para o final das obras; 7 de Outubro de 1997.

(via “A Cidade da EXPO’98 - Uma Reconversão na Frente Ribeirinha de Lisboa?”, Vítor Matias Ferreira e Francisco Indovina, Editorial Bizâncio, Lisboa, 1999)

Comerciante e armador de origem alemã (1688? - ?). Filho de pai alemão e mãe portuguesa, recebeu o hábito da Ordem de Cristo no ano de 1717 e, dois anos mais tarde, era já cavaleiro e membro da Mesa da Irmandade de São Bartolomeu, representando os comerciantes de Lisboa. Em 1741 era o principal arrendatário do contrato do tabaco, sendo um dos principais tabaqueiros do regime pombalino e dos maiores accionistas das grandes companhias comerciais monopolistas. Importava tabaco que embarcava na Baía e era vendido em Portugal continental, nas ilhas atlânticas e em Mazagão. Transportava também emigrantes entre os Açores e o Brasil, travessia que ganhou maior dimensão quando o Conselho Ultramarino decidiu colonizar a nova colónia de Santa Catarina. No ano de 1753, com cinco sócios, foi autorizado a negociar com a Índia e com a China, pelo prazo de dez anos. Criava-se, assim, a Companhia do Comércio da Ásia Portuguesa, que Pombal tanto ambicionara. No entanto, o terramoto de 1755 destruiu os navios recém-comprados e as mercadorias e a Índia há muito que já não era o “nervo da economia portuguesa”. A conspiração contra o marquês de Pombal da qual o seu filho fizera parte e o reembolso dos empréstimos ao Estado, que havia contraído para enviar navios para a Ásia, provocaram, em 1760, a quebra da Companhia e a falência do próprio.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Pavilhão do Conhecimento dos Mares

Da autoria de João Carrilho da Graça e Manuel Salgado, localizado próximo da Doca, ilustrando a forma como evoluiu a relação do homem com o oceano; como aprendeu a navegar os mares, como foi capaz de explorar a sua superfície, e de explorar e inventariar os recursos marinhos, compreendendo: um volume vertical, a Nave (fazendo lembrar a ponte de um navio); e um outro horizontal, virtualmente suspenso, unidos pela réplica de um navio.

Pavilhão do Conhecimento dos Mares

(via http://www.parquedasnacoes.pt/pt/noticias/default.asp?Modo=Consulta&ID=24)

(ver Galeria fotográfica

Tinha capacidade para um máximo de 21 000 visitantes diários, com uma área de exposição de cerca de 5 300 m2, organizada em cinco sectores: “Sulcar os oceanos” (confrontando o visitante com os progressos dos sistemas de navegação, abordando diferentes vertentes, como a impulsão, propulsão, manobra e orientação); “Investigar” (recordando as viagens de estudo realizadas a partir do século XVIII, por Darwin, Cook, Humboldt ou Scott); “Mergulhar”; “Explorar” (a exploração do mar, enquanto fonte de recursos alimentares e minerais, mas também enquanto veículo de comunicação); e “Avançar” (uma utopia do passado, exibindo diversos utensílios projectados ao longo dos tempos que, não obstante nunca terem chegado a funcionar, acabariam por estar na origem de outras importantes descobertas).

Estes cinco sectores eram ainda interligados por espaços de homenagem a duas viagens históricas: a primeira viagem de circum-navegação, de Fernão de Magalhães; e a primeira viagem oceanográfica moderna, realizada em 1872 pelo navio oceanográfico britânico “Challenger”.

Referências bibliográficas
- “Guia Oficial da EXPO’98”
- http://www.parquedasnacoes.pt/pt/expo98/default.asp
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98
- http://www.civilium.net/infocil/expo98.shtml
- http://www.bie-paris.org/

(Foto via http://www.risco.org/)

Começaram as demolições da zona da Exposição Mundial de Lisboa. O primeiro edifício a ser destruído foi um escritório de uma empresa de contentores situado na Doca dos Olivais.

(via “A Cidade da EXPO’98 - Uma Reconversão na Frente Ribeirinha de Lisboa?”, Vítor Matias Ferreira e Francisco Indovina, Editorial Bizâncio, Lisboa, 1999)

Matemático (Alcácer do Sal, 1502 - Coimbra, 1578), foi considerado o maior vulto da matemática do século XVI, em Portugal. O seu prestígio adquiriu tal dimensão que, apesar de ter origens judaicas, não consta que tenha sido importunado pela Inquisição. Iniciou os estudos universitários por volta de 1517, tendo frequentado as universidades de Lisboa e de Salamanca. Foi professor dos infantes D. Luís e D. Henrique, de Martim Afonso de Sousa e de D. João de Castro. Leccionou nas universidades de Lisboa e de Coimbra. Teve um contributo decisivo na introdução do rigor da geometria e da matemática na cultura portuguesa do século XVI. Pode dizer-se ainda que associou de um modo muito profundo a matemática à ciência náutica. Em 1529, foi designado cosmógrafo do Reino, cargo que o colocou em contacto próximo com pilotos e navegadores lusos. Em 1532, obteve o grau de doutor e, em 1537, conseguiu autorização real para publicar todas as obras que já tivesse realizado. No Tratado da Esfera (1537) atenta sobre as curvas loxodrómicas e no De Crepusculis (1542) sobre questões associadas ao fenómeno dos crepúsculos. Esta obra constituiu, aliás, um dos pontos altos do trabalho do matemático. A 22 de Dezembro de 1547, foi nomeado cosmógrafo-mor do Reino e, no ano seguinte, cavaleiro do Hábito de Cristo. Entre as suas obras, encontra-se ainda De Erratis Orontii Finaei (1546), Petri Nonii Salaciensis Opera (1566), Libro de Algebra en Arithmetica y Geometria (1567, obra pioneira em Portugal no que respeita à álgebra) e De Arte Atque Ratione Navigand (1573). Destaque, igualmente, para o facto de ter inventado o nónio. Muito estimou obras de outras personalidades como Ptolomeu, Aristóteles, Copérnico e Euclides.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Passaporte EXPO

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Ferreira do Amaral, aprova o Plano de Urbanização da Zona de Intervenção da Expo’98 (P.U.Z.I.). Tendo por características fundamentais a multifuncionalidade, a centralidade e a qualidade urbanística e ambiental, este plano cobre uma área total de 330 hectares, e tem como horizonte temporal para a sua total realização entre 10 e 15 anos.

(via “A Cidade da EXPO’98 - Uma Reconversão na Frente Ribeirinha de Lisboa?”, Vítor Matias Ferreira e Francisco Indovina, Editorial Bizâncio, Lisboa, 1999)

Fundador de Luanda (? - Massangano, Angola, 9 de Maio de 1589), era neto de Bartolomeu Dias. Foi escrivão da Fazenda Real e chegou ao rio Cuanza, em Angola, em 1560, com os primeiros missionários jesuítas para ali enviados. Com a viagem, os portugueses pretendiam procurar metais preciosos, mas não tiveram sorte, pois uns foram presos e outros mortos. Paulo Dias de Novais foi libertado em 1566. Regressou a Portugal e pediu a doação de uma capitania nas margens do rio Cuanza, o que lhe foi concedido, por doação de 19 de Setembro de 1571. Partiu novamente para Angola. Em 1575, desembarcou na ilha de Luanda e, um ano depois, fundou São Paulo de Luanda. Prosseguiu a exploração do território e fixou-se em Macunde e, depois, em Massangano.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Para além dos pavilhões dos países e organizações participantes, a organização da EXPO’98 foi também responsável por um conjunto de Pavilhões e Áreas temáticas, associadas ao tema central “Os Oceanos, Um Património para o Futuro”.

Os pavilhões temáticos foram seis:

  • Pavilhão do Conhecimento dos Mares
  • Pavilhão do Futuro
  • Pavilhão dos Oceanos
  • Pavilhão de Portugal
  • Pavilhão da Realidade Virtual
  • Pavilhão da Utopia.

As áreas temáticas compreendiam:

  • Exibição náutica
  • Jardins da Água
  • Jardins Garcia de Orta.

Referências bibliográficas
- “Guia Oficial da EXPO’98”
- http://www.parquedasnacoes.pt/pt/expo98/default.asp
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98
- http://www.civilium.net/infocil/expo98.shtml
- http://www.bie-paris.org/

Passaporte EXPO

O Comissário Cardoso e Cunha anunciou publicamente o resultado do concurso de propostas arquitectónicas para a Gare do Oriente. A proposta vencedora foi a do arquitecto Santiago Calatrava. Orçamento previsto: 10 milhões de contos. Data prevista para o começo das obras: início de 1995. – Cerca de dois anos mais tarde, em Julho de 1996, o Ministro do Planeamento e Administração do Território, João Cravinho, apresentou os novos custos deste projecto: 32,3 milhões de contos.

(via “A Cidade da EXPO’98 - Uma Reconversão na Frente Ribeirinha de Lisboa?”, Vítor Matias Ferreira e Francisco Indovina, Editorial Bizâncio, Lisboa, 1999)

Descobridor português de origem galega (? - Cochim, 1509). Era alcaide de Lisboa quando D. Manuel o escolheu como capitão-mor de uma armada da Índia (1501-1502), fundou a feitoria de Cananor e combateu algumas embarcações em Calecute. Descobriu a ilha de Ascensão e, no regresso, a de Santa Helena. Voltou ao Oriente com D. Francisco de Almeida (1505-1506) e, ao regressar, devido a uma avaria, teve de aportar nos ilhéus de Angoche. Foi, entretanto, surpreendido em Moçambique por Tristão da Cunha e regressou com ele para a Índia. Mais tarde, foi capitão de uma nau da esquadra de Afonso de Albuquerque. Descobriu também o canal de Moçambique e a ilha que ostenta o seu nome.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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