Dezembro 2007
Monthly Archive
Seg 24 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
Os Lusíadas - CamõesComentários
Canto VII
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Espantado ficou da grã viagem
O Mouro, que Monçaide se chamava,
Ouvindo as opressões que na passagem
Do mar, o Lusitano lhe contava:
Mas vendo enfim que a f orça da mensagem
Só para o Rei da terra relevava,
Lhe diz que estava f ora da cidade,
Mas de caminho pouca quantidade.
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E que, entanto que a nova lhe chegasse
De sua estranha vinda, se queria,
Na sua pobre casa repousasse,
E do manjar da terra comeria,
E depois que se um pouco recreasse,
Com ele para a armada tornaria,
Que alegria não pode ser tamanha,
Que achar gente vizinha em terra estranha.
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O Português aceita de vontade
O que o ledo Monçaide lhe oferece;
Como se longa fora já a amizade,
Com ele come, e bebe, e lhe obedece.
Ambos se tornam logo da cidade
Para a frota, que o Mouro bem conhece;
Sobem à capitania; e toda a gente
Monçaide recebeu benignamente.
(”Os Lusíadas”, Luís de Camões)
Sex 21 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
ProtagonistasComentários
Vice-rei da Índia (1530/1535 - 4 de Setembro de 1607), foi o primeiro conde de Santa Cruz. Em 1562, foi nomeado capitão-do-mar e governador de Chaul. No ano seguinte, tornou-se governador de Sofala. Suportou em Chaul, em 1570, os ataques turcos, persas e abexins, apesar de estar em desvantagem numérica. Acompanhou D. Sebastião a Alcácer-Quibir e aconselhou o monarca a não avançar para uma batalha em campo aberto, opinião que não foi seguida. Haveria de ser nomeado em 1581 por Filipe I (II de Espanha) vice-rei da Índia. Em 1596, foi designado capitão donatário das ilhas das Flores e Corvo (Açores) e de Santo Antão (Cabo Verde).
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Sex 21 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
Os Lusíadas - CamõesComentários
Canto VII
23
Chegada a frota ao rico senhorio,
Um Português mandado logo parte
A fazer sabedor o Rei gentio
Da vinda sua a tão remota parte.
Entrando o mensageiro pelo rio,
Que ali nas ondas entra, a não vista arte,
A cor, o gesto estranho, o trajo novo
Fez concorrer a vê-lo todo o povo.
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Entre a gente que a vê-lo concorria,
Se chega um Mahometa, que nascido
Fora na região da Berberia,
Lá onde fora Anteu obedecido:
Ou pela vizinhança já teria
O Reino Lusitano conhecido,
Ou foi já assinalado de seu ferro:
Fortuna o trouxe a tão loiro desterro.
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Em vendo o mensageiro, com jocundo
Rosto, como quem sabe a língua Hispana,
Lhe disse: “Quem te trouxe a estoutro mundo,
Tão longe da tua pátria Lusitana?”
- “Abrindo, lhe responde, o mar profundo,
Por onde nunca veio gente humana,
Vimos buscar do Indo a grão corrente,
Por onde a Lei divina se acrescente.”
(”Os Lusíadas”, Luís de Camões)
Qui 20 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
ProtagonistasComentários
Militar (século XVI), foi comandante em Alcácer Quibir. Quando a batalha já estava no seu ponto mais alto e já não possibilitava retornos, consta que terá perguntado a D. Sebastião o que fazer. Olhando-o, o monarca terá dito: “Fazer o que eu faço”, ou seja, combater.
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Qui 20 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
Os Lusíadas - CamõesComentários
Canto VII
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Mas agora de nomes e de usança
Novos e vários são os habitantes:
Os Delis, os Patanes, que em possança
De terra e gente, são mais abundantes;
Decanis, Oriás, que a esperança
Têm de sua salvação nas ressonantes
Águas do Gange, e a terra de Bengala
Fértil de sorte que outra não lhe iguala.
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O Reino de Cambaia belicoso
(Dizem que foi de Poro, Rei potente)
O Reino de Narsinga, poderoso
Mais de ouro e pedras que de forte gente.
Aqui se enxerga lá do mar undoso
Um monte alto, que corre longamente,
Servindo ao Malabar de forte muro,
Com que do Canará vive seguro.
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Da terra os naturais lhe chamam Gate,
Do pé do qual pequena quantidade
Se estende uma fralda estreita, que combate
Do mar a natural ferocidade.
Aqui de outras cidades, sem debate,
Calecu tem a ilustre dignidade
De cabeça de Império rica e bela:
Samorim se intitula o senhor dela.
(”Os Lusíadas”, Luís de Camões)
Qua 19 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
ProtagonistasComentários
Jesuíta (Coimbra, 1541 - ao largo de Malaca, 1598), foi o primeiro bispo do Japão. Doutorou-se em Teologia na Universidade de Évora, em 1573. Acompanhou D. Sebastião a Alcácer Quibir, onde ficou prisioneiro, sendo resgatado em 1579. Partiu depois para a Índia (1585), onde foi superior provincial. Sagrado bispo em 1592, foi o primeiro prelado a entrar no Japão (1596). Ia a caminho de Malaca quando faleceu.
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Qua 19 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
Os Lusíadas - CamõesComentários
Canto VII
(Descrição da Índia e contactos com Monçaide)
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Além do Indo jaz, e aquém do Gange,
Um terreno muito grande e assaz famoso,
Que pela parte Austral o mar abrange,
E para o Norte o Emódio cavernoso.
Jugo de Reis diversos o constrange
A várias leis: alguns o vicioso
Mahoma, alguns os ídolos adoram,
Alguns os animais, que entre eles morri.
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Lá bem no grande monte, que cortando
Tão larga terra, toda Ásia discorre,
Que nomes tão diversos vai tomando,
Segundo as regiões por onde corre,
As fontes saem, donde vêm manando
Os rios, cuja grã corrente morre
No mar Índico, e cercam todo o peso
Do terreno, fazendo-o Quersoneso.
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Entro um e outro rio, em grande espaço,
Sai da larga terra uma loira ponta
Quase piramidal, que no regaço
Do mar com Ceilão ínsula confronta;
E junto donde nasce o largo braço
Gangético, o rumor antigo conta
Que os vizinhos, da terra moradores,
Do cheiro se mantêm das finas flores.
(”Os Lusíadas”, Luís de Camões)
Ter 18 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
ProtagonistasComentários
Primeiro mestre da Ordem de Cristo (?-1321), fundada por D. Dinis, em 1319. Com provas dadas, já que era mestre da Ordem de Avis, foi recomendado ao papa João XXII pelo rei D. Dinis. A Gil Martins coube a tarefa da criação das primeiras constituições da ordem, em 1321. A nova ordem, de cariz nacional, incorporou todos os bens que haviam pertencido aos Templários (extinguidos pelo papa Clemente V), incluindo as rendas em atraso, bem como muitos dos seus membros. Esta instituição eclesiástica veio a desempenhar um papel preponderante no empreendimento dos Descobrimentos.
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Ter 18 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
Os Lusíadas - CamõesComentários
Canto VI
(Chegada à Índia – Calecut)
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Já a manhã clara dava nos outeiros
Por onde o Ganges murmurando soa,
Quando da celsa gávea os marinheiros
Enxergaram terra alta pela proa.
Já fora de tormenta, e dos primeiros
Mares, o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto Melindano:
“Terra é de Calecu, se não me engano”.
Canto VII
(Na Índia)
1
Já se viam chegados junto à terra,
Que desejada já de tantos fora,
Que entre as correntes Indicas se encerra,
E o Ganges, que no céu terreno mora.
Ora, sus, gente forte, que na guerra
Quereis levar a palma vencedora,
Já sois chegados, já tendes diante
A terra de riquezas abundante.
(”Os Lusíadas”, Luís de Camões)
Seg 17 Dez 2007
Publicado por Leonel Vicente em
ProtagonistasComentários
Piloto (século XV). Pilotou a São Pantaleão na armada que saiu de Lisboa em Agosto de 1486, capitaneada por Bartolomeu Dias e que veio a dobrar o cabo das Tormentas (cabo da Boa Esperança).
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
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