Novembro 2007
Monthly Archive
Dom 25 Nov 2007
Em vinte e cinco dias do dito mês de Novembro, um Sábado à tarde, dia de Santa Catarina, entrámos em a Angra de São Brás, onde estivémos treze dias porque nesta angra desfizemos a nau que levava os mantimentos e os recolhemos aos navios.
(via http://www.geocities.com/ail_br/alvarovelhodobarreiro.html)
Sex 23 Nov 2007
Publicado por Leonel Vicente em
ProtagonistasComentários
Piloto (Djulfar, Omana, século XV - século XVI). Filho e neto de pilotos, também ele o foi. Reza a história, ainda que não existam certezas, que foi este o piloto a conduzir os navios de Vasco da Gama a Calecut, na Índia. Foi também autor de várias obras datadas de 1462 a 1495, entre as quais se encontram o tratado em prosa Capítulos Úteis sobre as Regras e Bases da Ciência Marítima (1490) e o tratado em verso Breves Regras da Ciência Marítima (1462). Mais recentemente um arabista russo publicou três roteiros do piloto, datados do início do século XVI. Um destes trabalhos diz respeito a Sofala e refere a chegada dos portugueses ao Oceano Índico.
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Sex 23 Nov 2007
Publicado por Leonel Vicente em
Os Lusíadas - CamõesComentários
Canto V
(Continuação da viagem)
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“Já Flegon e Piróis vinham tirando
Com os outros dois o carro radiante,
Quando a terra alta se nos foi mostrando,
Em que foi convertido o grão Gigante.
Ao longo desta costa, começando
Já de cortar as ondas do Levante,
Por ela abaixo um pouco navegamos,
Onde segunda vez terra tomamos.
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“A gente que esta terra possuía,
Posto que todos Etíopes eram,
Mais humana no trato parecia
Que os outros, que tão mal nos receberam.
Com bailos e com festas de alegria
Pela praia arenosa a nós vieram,
As mulheres consigo e o manso gado
Que apascentavam, gordo e bem criado.
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“As mulheres queimadas vêm em cima
Dos vagarosos bois, ali sentadas,
Animais que eles têm em mais estima
Que todo o outro gado das manadas.
Cantigas pastoris, ou prosa ou rima,
Na sua língua cantam concertadas
Com o doce som das rústicas avenas,
Imitando de Títiro as Camenas.
(”Os Lusíadas”, Luís de Camões)
Qui 22 Nov 2007
Publicado por Leonel Vicente em
ImagensComentários
Qui 22 Nov 2007
Publicado por Leonel Vicente em
ProtagonistasComentários
Governador (século XVII). Foi governador interino (1611 e 1612) de Moçambique, Sofala, rio de Cuama e Monomotapa. Em 1612 foi-lhe incumbida a tarefa de conquistar as famosas minas de Monomotapa.
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Qui 22 Nov 2007
Publicado por Leonel Vicente em
Os Lusíadas - CamõesComentários
Canto II
(Partida de Mombaça)
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Não é o outro que fica tão manhoso;
Mas nas mãos vai cair do Lusitano,
Sem o rigor de Marte furioso,
E sem a fúria horrenda de Vulcano;
Que como fosse débil e medroso
Da pouca gente o fraco peito humano,
Não teve resistência; e se a tivera,
Mais dano resistindo recebera.
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E como o Gama muito desejasse
Piloto para a Índia que buscava,
Cuidou que entre estes Mouros o tomasse;
Mas não lhe sucedeu como cuidava,
Que nenhum deles há que lhe ensinasse
A que parte dos céus a Índia estava;
Porém dizem-lhe todos, que tem perto
Melinde, onde achará piloto certo.
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Louvam do Rei os Mouros a bondade,
Condição liberal, sincero peito,
Magnificência grande e humanidade,
Com partes de grandíssimo respeito.
O Capitão o assela por verdade,
Porque já lhe dissera, deste jeito,
Cileneu em sonhos; e partia
Para onde o sonho e o Mouro lhe dizia.
(”Os Lusíadas”, Luís de Camões)
Qui 22 Nov 2007
E à quarta-feira, ao meio-dia, passámos pelo dito Cabo ao longo da costa, com vento à popa. E junto com este Cabo de Boa-Esperança, ao sul, jaz uma angra muito grande que entra pela terra bem seis léguas e em boca haverá bem outras tantas.
Qua 21 Nov 2007
Publicado por Leonel Vicente em
ProtagonistasComentários
Beato e mártir (Angra do Heroísmo, Açores, 1580 - Omura, Japão, 1617). Jesuíta desde 1597, partiu para o Oriente no ano de 1601. Como missionário no Japão (1609) resistiu à perseguição de 1614 e à ordem de desterro. Passou, então, a missionar na clandestinidade na ilha de Goto. Foi preso em 1617 e levado para Omura, tendo sido encarcerado na prisão de Cori. Um mês depois foi decapitado. Em 1867 foi beatificado e desde 1962 é padroeiro da diocese de Angra do Heroísmo, sendo 22 de Maio a sua data de veneração.
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Qua 21 Nov 2007
Publicado por Leonel Vicente em
Os Lusíadas - CamõesComentários
Canto II
(Partida de Mombaça)
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Neste tempo, que as âncoras levavam,
Na sombra escura os Mouros escondidos
Mansamente as amarras lhe cortavam,
Por serem, dando à costa, destruídos;
Mas com vista de linces vigiavam
Os Portugueses, sempre apercebidos.
Eles, como acordados os sentiram,
Voando, e não remando, lhe fugiram.
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Mas já as agudas proas apartando
Iam as vias húmidas de argento;
Assopra-lhe galerno o vento, e brando,
Com suave e seguro movimento.
Nos perigos passados vão falando,
Que mal se perderão do pensamento
Os casos grandes, donde em tanto aperto
A vida em salvo escapa por acerto.
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Tinha uma volta dado o Sol ardente
E noutro começava, quando viram
Ao longe deus navios, brandamente
Co’os ventos navegando, que respiram:
Porque haviam de ser da Maura gente,
Para eles arribando, as velas viram:
Um, de temor do mal que arreceava,
Por se salvar a gente à costa dava.
(”Os Lusíadas”, Luís de Camões)
Ter 20 Nov 2007
Publicado por Leonel Vicente em
Autores ,
ProtagonistasComentários
Cartógrafo (século XVI). Navegador dos mares do Oriente, é autor de um atlas de 1563, que consta de 10 folhas e contém cartas, regras cosmográficas e tábuas solares. É tido como um dos mais importantes documentos cartográficos do século XVI.
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
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