“Abatimento da agulha – variação da agulha, ângulo formado pela direcção do N-S geográfico com a do N-S magnético.

Afuzilar – fuzilar, relampejar.

Agulha fixa – variação nula da agulha, quando esta aponta directamente o norte verdadeiro.

Albacora – peixe semelhante ao atum mas mais pequeno. Apresentava dorso negro e ventre e flancos prateados.

Alcatraz – ave palmípede de grandes dimensões também conhecida por “entenal”. Entre as suas variedades figuram: o alcatraz domínico e o alcatraz manga de veludo.

Alijar – descarregar objectos no mar de forma a aliviar a carga do navio.

Almazem – armazém da Casa da Índia onde se guardavam cartas, diários de navegação, roteiros, instrumentos náuticos, etc..

Aloeste – a oeste.

Altura – altura do polo, latitude.

Amainar velas – arriar velas Andar pela bolina – ir a navegar recebendo o vento por vante do través.

Andar a bordejar – navegar recebendo o vento ora por um dos bordos ora por outro.

Arrepiado – diz-se do mar encrespado, mas sem ondas.

Arribar – guinar para sotavento, ficando assim a receber o vento mais largo, ou desviar-se da rota por acção do tempo ou das correntes marítimas.

Atravessado – diz-se de um navio que recebe o mar de través. Expor o costado do navio ao vento e ao mar, recebendo-de de través com todo o pano ferrado. Situação do navio quando ao pairo.

Bafagem – vento de intensidade muito fraca e inferior à da aragem.

Baixo – baixio – região marítima de fundos pequenos, onde a navegação pode ser perigosa.

Barlavento – balravento (grafia antiga) – lugar donde o vento sopra.

Bolina – cada um dos cabos que puxam para vante as testas das velas do lado donde sopra o vento para que este seja melhor aproveitado. Bolina é também o rumo mais perto da direcção a que o navio pode navegar sem que as velas grivem.

Bombordo – o bordo do navio que fica à esquerda quando se está voltado para a proa.

Bonança ou bonançoso – vento brando.

Borelho ou borrelho – segundo Vicente Rodrigues, era um pássaro pequeno, branco; segundo Aleixo Mota, um pássaro cinzento do tamanho de um pardal; segundo Mariz, na “Arte de Navegar”, uma ave aquática, da espécie de estorninho, parda, com barriga branca, de bico e pernas compridas.

Borrifos – chuva muito miúda e passageira.

Braça – antiga medida de comprimento de oito palmos, correspondendo a cerca de 1,76 m. Actualmente, a braça mede 1,83 m.

Bruega – chuva fraca, miúda e persistente, o mesmo que “molinha”.”

in “Uma Viagem Redonda da Carreira da Índia (1597-1598)”, de Joaquim Rebelo Vaz Monteiro, Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, 1985, pp. 457 a 459 (excertos)