“Calcamar – ave do tamanho de uma andorinha. Caça o peixe em voos rasantes com a água, a agitar as patas, dando a impressão de que vai a correr sobre ela.

Calmão – vento fraco.

Caravela – navio de uma só coberta, acastelado à poa, com 2 ou 3 mastros arvorando velas bastardas. Chegavam-se muito ao vento, podendo recebê-lo a cerca de 4 quartas da proa, podendo assim navegar com ventos escassos. Mais tarde, algumas caravelas, para melhor aproveitamento de ventos largos, passaram a ter pano redondo no mastro da proa em lugar de bastardo. A estas passou a chamar-se “caravelas redondas”.

Cerração – nevoeiro espesso.

Céus aclarados – nuvens esbranquiçadas.

Céus brancos – cúmulos.

Céus claros – com poucas ou nenhumas nuvens.

Céus dobrados – com nuvens espessas, em várias camadas.

Céus grossos – nuvens espessas.

Céus leves – nuvens ligeiras.

Céus pegados – nuvens recobrindo completamente o céu.

Céus queimados – nuvens de cor escura.

Cevadeira – vela que se envergava no gurupés das naus.

Chão – mar cuja vaga não vai além de meio metro de altura.

Chuveirinho – aguaceiro de curta duração.

Chuveiro – chuva forte.

Cordear – seguir com o navio o mais chegado possível ao vento.

Corpo Santo – Fogo de Santelmo: eflúvio luminoso que pode ser visto, por vezes, nos topos dos mastros e em extremos ponteagudos de objectos elevados, devido a descargas lentas de electricidade.

Corva – o mesmo que corvo marinho.

Corveta – corva pequena.

Declinação da agulha – variação da agulha, o ângulo formado pelas direcções do N-S verdadeiro e N-S magnético.

Desvelejado – com pouco ou nenhum pano exposto ao vento.

Diferença da agulha – variação da agulha.

Diminuir – ganhar caminho em latitude quando o navio navegava com rumo que o aproximava do Equador.

Dobrados – céus cobertos de nuvens muito espessas.

Entenal – ave palmípede muito citada pelos nossos navegadores, hoje vulgarmente conhecida por albatroz. Tem a cabeça grande, munida de bico forte, comprimido lateralmente, com a mandíbula superior recurvada, e narinas muito salientes. Os pés têm três dedos, reunidos por uma única membrana.”

in “Uma Viagem Redonda da Carreira da Índia (1597-1598)”, de Joaquim Rebelo Vaz Monteiro, Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, 1985, pp. 459 a 461 (excertos)