Seg 14 Mai 2007

(via http://www.tristandc.com/history1506-1817.php)
Descobridor (1460?-1540). Fidalgo das Cortes de D. João II e de D. Manuel, era filho de D. Catarina de Albuquerque e de Nuno da Cunha, camareiro-mor do infante D. Fernando. Nomeado vice-rei da Índia, em 1505, não chegou a assumir o cargo, por ter ficado temporariamente cego, acabando por ser substituído por D. Francisco de Almeida. Já recuperado, em 1506 chefiou a esquadra em que seguia para a índia Afonso de Albuquerque. Nessa viagem descobriu, no Atlântico austral, o arquipélago que viria a ostentar o seu nome. Em seguida, fez o reconhecimento de Madagáscar, seguindo ao longo da costa de África, onde venceu os muçulmanos de Hoja e Brava, conquistando, pouco depois, a ilha de Socotorá aos árabes fartaques. Chegado à Índia, foi em socorro de Cananor, então cercada pelos muçulmanos, e participou nos combates de Calecute. Com grande quantidade de especiarias, pedrarias e aljôfar, regressou ao reino em 1508. Em 1513, recebeu a importante missão de chefiar a embaixada enviada por D. Manuel à Santa Sé, para prestar homenagem a Leão X, oferecendo-lhe vários produtos trazidos da Índia, a maior parte deles jóias. Partindo de Lisboa no início do ano seguinte, ficou célebre o exotismo dos presentes e a sumptuosidade do séquito, que incluía um elefante, além de outros animais. Sobreviveu a quatro dos seus filhos, todos mortos no Oriente ao serviço do reino.
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Junho 14th, 2007 at 23:16
[...] Governador da Índia entre 1529 e 1538 (1487-1539). Filho de Tristão da Cunha, em 1506 acompanhou o seu pai numa viagem à Índia, de onde regressou em 1508, sendo então escolhido para ocupar o cargo de vedor da Fazenda Real. Nomeado governador da Índia em 1527, partiu na Primavera do ano seguinte, mas, obrigado a interromper a viagem, desembarcou na costa africana, onde conquistou Mombaça, acabando por só chegar ao seu destino em 1529. Durante a sua governação sustentou guerras contra Calecute, Cambaia e Bijapor, mas de todas elas saiu vitorioso. Para melhor se defender, ergueu uma fortaleza em Chalé, em 1531, ano em que tentou cumprir a principal missão de que fora incumbido pelo rei: conquistar Diu. Porém, apesar de comandar uma poderosa armada, deparou com a praça demasiado bem defendida para ser tomada por mar, sendo obrigado a desistir sem apoderar da ilha. No entanto, em 1534, recebeu de Badur, sultão de Cambaia, as terras de Baçaim, ali construindo uma fortaleza e, no ano seguinte, depois de Badur ser expulso dos seus domínios pelos mongóis e pedir ajuda aos portugueses, obteve em troca do auxílio a desejada ilha de Diu. Porém, vendo-se livre da ameaça mongol, o sultão tratou de reaver a ilha, matando o governador, ao mesmo tempo que chamava em auxílio uma frota turca. Ao tomar conhecimento da traição, mandou prender Badur, que acabou por ser morto numa refrega. Regressado a Goa, preparava-se para ir em socorro da fortaleza de Diu, que os turcos já haviam sitiado, quando chegou uma armada do reino com o seu substituto, D. Nuno Garcia de Noronha. Vendo-se obrigado a desistir da honra de chefiar a luta contra os turcos e sabendo que havia sido vítima de calúnias, desgostoso, seguiu para o continente, em 1539, mas morreria durante a viagem. [...]
Junho 15th, 2007 at 9:57
[...] Fidalgo (séculos XIV e XV). Partiu para a Índia na armada de Lopo Soares de Albergaria. Foi nomeado capitão da Armada Cruzeiro, com o objectivo de defender o reino de Cochim. Juntou-se ao grupo de Lopo Soares de Albergaria, quando este assaltou o porto de Panani, comandando o pelotão que lutou contra os turcos do Soldão. Integrou ainda a armada de Tristão da Cunha e Afonso de Albuquerque, em 1505, participando na tomada de Socotorá. [...]
Junho 15th, 2007 at 10:02
[...] Poeta e navegador (séculos XV – XVI). Oriundo de uma família fidalga, não era pessoa de grande agrado de D. João II, o que o levou ao desterro. Regressou em 1498, para partir para a Índia a 6 de Março de 1506, capitaneando uma nau da Armada comandada por Tristão da Cunha, onde também seguia Afonso de Albuquerque. Amigo de D. Manuel, tinha a alcunha de O das Trovas. Há poesias suas no Cancioneiro Geral, onde manifesta facilidade e graça. [...]