Ter 13 Fev 2007
Capitão-mor (1480?-1508). Único filho varão do vice-rei D. Francisco de Almeida, seguiu atentamente as pisadas do pai. Combateu em Tânger, em 1501, e chegou ao Ceilão (actual Sri Lanka) em 1506, onde submeteu o rei e descobriu a origem da canela. Foi incumbido pelo pai de desempenhar diversas tarefas de responsabilidade, às quais não voltou as costas e soube concluir com competência. Uma delas foi a derrota da poderosa esquadra do rei de Calecute. No primeiro mês de 1508, rumou a Chaul para tomar conta das naus de Cochim e de Cananor, mas, surpreendido por uma esquadra egípcia, combateu e comandou os seus homens até morrer.
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Junho 14th, 2007 at 22:17
[...] Fidalgo (Lisboa, 1450-Aguada de Saldanha, 1510), foi o primeiro vice-rei da Índia, de 1505 a 1509. Militar distinto, bateu-se na Batalha de Toro e distinguiu-se durante a conquista do reino mouro de Granada, ao serviço dos Reis Católicos, de Espanha. Em 1505, foi enviado por D. Manuel à Índia, para assumir as funções de vice-rei e combater os otomanos, que avançavam sobre a região. Durante a viagem de ida para o Oriente, tomou Quíloa, onde fez fortaleza e substituiu o sultão local por um mais favorável aos intentos portugueses no Índico. Na chegada à Índia, assentou relações com o rei de Cochim, mas também teve de enfrentar o rei de Calecute, que teimava em obstruir a fixação dos portugueses no Industão. Entretanto, o filho, D. Lourenço, que guardava as naus de Cochim e Cananor, foi atacado por uma armada e morreu em combate, em Chaul. Em 1508, partiu para Chaul para vingar a morte do filho e no ano seguinte infligiu uma dura derrota à armada turca. O final do seu vice-reinado ficou marcado pela sua recusa em aceitar a sua substituição por Afonso de Albuquerque. Já no regresso a Portugal, acabou por falecer numa escaramuça junto ao cabo da Boa Esperança. [...]