“Bésoos las manos, Señora,
voyme con vuessa licencia
más ufano que Florencia.
AMA Ide e vinde muit’ embora.

MOÇA Jesu! Como é rebolão!

Dai, dai ao demo o ladrão.
AMA Muito bem me parece ele.

MOÇA Não vos fieis vós naquele,

porque aquilo é refião.
AMA Já lh’eu tenho prometido.

MOÇA Muito embora, seja assi.

AMA Um Lemos andava aqui

meu namorado perdido.
MOÇA Quem? O rascão do sombreiro?

AMA Mas antes era escudeiro.

MOÇA Seria, mas bem safado;

não suspirava o coitado
senão por algum dinheiro.
AMA Não é ele homem dessa arte.

MOÇA Pois inda ele não esquece?

Há muito que não parece.
AMA Quant’ eu não sei dele parte.

MOÇA Como ele souber à fé.

Que nosso amo aqui não é,
Lemos vos visitará.”

(Texto em formato electrónico proveniente de Projecto Vercial - Literatura Portuguesa, via http://www.bibvirt.futuro.usp.br/content/view/full/1813)